“É fogo!”: Unidos de Jucutuquara incendeia o Sambão e exalta o poder feminino no Carnaval 2026.
- Addison Viana
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Por Addison Viana

Foto: Marcos Salles
A terceira escola da noite mostrou por que é uma das mais aguardadas do carnaval capixaba. Com um enredo potente e visual grandioso, a Unidos de Jucutuquara transformou o Sambão do Povo em palco de fé, resistência e protagonismo feminino. O público respondeu com entusiasmo do início ao fim.
A Unidos de Jucutuquara foi a terceira escola a desfilar no Carnaval de Vitória 2026, na madrugada deste sábado (7), no Sambão do Povo, e apresentou um espetáculo marcado pela grandiosidade estética, pela força simbólica e pela exaltação do feminino. Com arquibancadas e camarotes lotados, a agremiação levou para a avenida um desfile que destacou a espiritualidade e a resistência cultural como eixos centrais da narrativa.
Desde a entrada, a escola chamou atenção pela imponência dos carros alegóricos, pelo colorido intenso das fantasias e pela harmonia entre alas, coreografias e evolução. A energia do público foi constante, com aplausos, gritos de incentivo e celulares erguidos para registrar cada detalhe da apresentação.
O enredo “Arreda Homem Que Aí Vem Mulher” conduziu a narrativa, colocando no centro da história a figura de Maria Padilha, entidade presente nas tradições afro-brasileiras. Retratada como guardiã das encruzilhadas e dos caminhos, a personagem simbolizou liberdade, força espiritual e a capacidade de reinvenção das mulheres ao longo do tempo.
A proposta artística transformou a passarela em uma grande encruzilhada simbólica, onde fé, memória ancestral e espetáculo caminharam juntos. O desfile destacou mulheres que rompem silêncios, desafiam padrões e ocupam espaços historicamente negados, dialogando com o presente sem perder o vínculo com as raízes culturais.
Fotos: Marcos Salles/Leonardo Silveira
A vibração da comunidade foi visível ao longo de toda a apresentação. Componentes desfilaram emocionados, cantando o samba-enredo com intensidade, enquanto o público respondia em coro, criando uma conexão direta entre escola e arquibancadas.
Ao cruzar a linha final, a Unidos de Jucutuquara deixou claro que sua passagem pela avenida foi mais do que uma disputa por título. A escola reafirmou o carnaval como espaço legítimo de expressão da diversidade, da fé e das múltiplas histórias que formam a cultura popular brasileira.
Ao exaltar Maria Padilha como símbolo de poder, transgressão e resistência feminina, a Jucutuquara consolidou mais um capítulo marcante de sua trajetória, entregando um desfile forte, atual e profundamente conectado com o imaginário popular no Carnaval de Vitória 2026.





































































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