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Em apenas três dias, Espírito Santo já registra 20 denúncias eleitorais no Pardal.

  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Por Addison Viana




A corrida eleitoral de 2026 começou oficialmente há poucos dias, mas a fiscalização por parte dos eleitores já colocou o Espírito Santo no radar da Justiça Eleitoral.


Dados disponíveis no sistema Pardal, ferramenta utilizada pela Justiça Eleitoral para receber denúncias sobre possíveis irregularidades durante o período eleitoral, apontam 20 registros no Espírito Santo.


O número chama atenção porque foi alcançado logo nos primeiros dias após o início oficial da propaganda eleitoral, em 16 de agosto. O TRE-ES confirmou que o aplicativo já está disponível para que eleitoras e eleitores comuniquem possíveis irregularidades.



Vitória concentra a maior quantidade


Os registros aparecem distribuídos por 10 municípios capixabas.

Segundo o painel consultado pelo Café com Política ES, a distribuição é a seguinte:


  • Vitória – 6 denúncias

  • Serra – 4

  • Nova Venécia – 2

  • Vila Velha – 2

  • Cachoeiro de Itapemirim – 1

  • Guarapari – 1

  • Ibatiba – 1

  • Irupi – 1

  • Mimoso do Sul – 1

  • São Mateus – 1


Somados, os registros chegam às 20 denúncias contabilizadas no Estado.



O que pode ser denunciado?


O Pardal permite que a população comunique à Justiça Eleitoral situações que possam representar irregularidades relacionadas ao processo eleitoral.


Entre os mecanismos de fiscalização previstos para 2026 estão denúncias relacionadas a propaganda irregular, compra de votos, uso indevido da máquina pública e crimes eleitorais, conforme as regras divulgadas pela Justiça Eleitoral.


O sistema também permite o envio de elementos que ajudem na apuração, como fotografias, vídeos, áudios e endereços eletrônicos relacionados ao fato denunciado.



Denúncia não significa irregularidade comprovada


Apesar do número registrado, é importante fazer uma distinção: uma denúncia apresentada pelo eleitor não significa que uma irregularidade tenha sido comprovada.


Os registros são submetidos aos procedimentos da Justiça Eleitoral e podem receber diferentes encaminhamentos. A legislação prevê, inclusive, situações em que uma denúncia pode ser baixada ou arquivada, como nos casos em que não há elementos suficientes para a análise, quando o conteúdo é duplicado ou quando a situação relatada não caracteriza, em tese, propaganda irregular.


Por isso, os 20 registros representam comunicações de possíveis irregularidades, e não 20 infrações eleitorais confirmadas.



Fiscalização começa junto com a campanha


A movimentação do Pardal mostra que a fiscalização não ficará restrita aos partidos, candidatos, Ministério Público e Justiça Eleitoral.


O próprio eleitor também pode participar do processo de fiscalização. O TSE destaca o Pardal como uma das ferramentas disponíveis para que a população comunique possíveis irregularidades durante as eleições.


No Espírito Santo, os números ainda podem mudar rapidamente. Com a campanha avançando e a propaganda eleitoral ganhando espaço nas ruas e na internet, novas ocorrências podem ser registradas nos próximos dias.



Os números podem aumentar


O painel do Pardal é atualizado conforme novos registros são inseridos e processados. Por isso, o cenário apresentado nesta reportagem representa um retrato dos dados disponíveis no momento da consulta.


Para um processo eleitoral que está apenas começando, os primeiros números já mostram que os eleitores capixabas começaram a utilizar os canais oficiais de fiscalização.


E, ao longo das próximas semanas, o Pardal deverá se tornar também um termômetro de quais tipos de reclamações e denúncias estarão mais presentes na disputa eleitoral de 2026.

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