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Linha com cerol quase mata motociclista em ponte de Colatina.

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Reprodução - Um motociclista ficou gravemente ferido na tarde de óntem, (17), após ser atingido no pescoço por uma linha com cerol


O caso aconteceu na tarde de terça-feira (17) e mobilizou equipes de socorro no Noroeste do Espírito Santo. A vítima foi levada em estado grave ao hospital. O uso de cerol é proibido e representa risco constante para motociclistas e ciclistas.


Um motociclista ficou gravemente ferido na tarde de óntem, (17), após ser atingido no pescoço por uma linha com cerol enquanto atravessava a Ponte Florentino Avidos, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. O acidente ocorreu durante o trajeto pela ponte e deixou a vítima com um corte profundo, exigindo atendimento médico emergencial.


De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar do Espírito Santo, a equipe foi acionada para atender a ocorrência e, ao chegar ao local, encontrou a motocicleta com vestígios de sangue na pista.


A vítima foi socorrida às pressas e encaminhada ao Hospital Estadual Sílvio Avidos, onde deu entrada em estado grave. Segundo informações médicas, ele foi levado imediatamente ao centro cirúrgico para procedimento de urgência.


Testemunha descreve momento de desespero


Uma pessoa que trafegava logo atrás do motociclista relatou que a queda foi repentina. Segundo o depoimento, o condutor levou as mãos ao pescoço logo após o impacto e já apresentava intenso sangramento.

Populares que estavam próximos ajudaram nos primeiros socorros e auxiliaram no transporte até a unidade hospitalar.


Até o momento, não foram divulgadas novas informações oficiais sobre o estado de saúde da vítima.


Risco constante


O uso de linha com cerol — mistura cortante aplicada em fios para empinar pipas — é proibido por lei devido ao alto risco de acidentes graves. Motociclistas estão entre as principais vítimas desse tipo de ocorrência, que pode causar ferimentos severos e até fatais.


O caso reacende o alerta sobre a prática ilegal e os perigos que ela representa nas áreas urbanas.


Estatísticas brasileiras


Dados nacionais apontam crescimento no número de feridos, principalmente entre motociclistas e ciclistas. Especialistas alertam para o alto poder de corte da chamada “linha chilena”, ainda mais perigosa que o cerol tradicional. A ausência de notificação obrigatória dificulta estatísticas precisas.


O uso de cerol e da chamada linha chilena tem provocado cerca de 500 acidentes por ano no Brasil, segundo dados divulgados pela Agência Brasil. As ocorrências envolvem principalmente motociclistas, mas também atingem ciclistas e pedestres. Estimativas indicam que entre 10% e 25% dos casos mais graves podem resultar em morte, acendendo um alerta nacional sobre os riscos dessa prática.


A situação é ainda mais preocupante em estados como São Paulo, onde os registros cresceram 140% em apenas um ano, somando 1.326 ocorrências recentes. Já no Ceará, há aumento de casos durante períodos de ventos mais intensos, especialmente nos meses de julho e agosto.


Por que o risco é tão alto?


A linha chilena, que tem poder de corte até quatro vezes superior ao cerol tradicional, é apontada como uma das principais responsáveis pelos ferimentos mais severos. O material, muitas vezes produzido com pó de vidro e outros componentes cortantes, transforma a brincadeira com pipas em uma ameaça silenciosa.


Motociclistas lideram as estatísticas de vítimas, principalmente por sofrerem cortes na região do pescoço — área extremamente vulnerável. Entre ciclistas, cerca de 50% das lesões atingem o rosto ou o pescoço.


Internações e subnotificação


Levantamentos apontam que aproximadamente 14% dos feridos necessitam de internação hospitalar. No entanto, especialistas ressaltam que os números podem ser ainda maiores, já que não há obrigatoriedade de notificação específica para esse tipo de acidente em todo o país.


A tendência é de crescimento dos casos, sobretudo em áreas urbanas, onde há grande circulação de motociclistas, incluindo entregadores por aplicativo.


Debate sobre fiscalização


O uso de cerol e linha chilena é proibido em diversos estados brasileiros, mas a fiscalização ainda enfrenta desafios. Entidades de segurança defendem campanhas educativas e reforço nas ações preventivas para reduzir os índices de acidentes.


O alerta é claro: uma prática aparentemente inofensiva pode terminar em tragédia.

 
 
 

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