Contarato rebate críticas de eleitores e diz que continua sendo “o mesmo” desde 2018.
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Por Addison Viana

Foto: Reprodução/Youtue/SIM - O senador afirmou que não mudou seus valores ou sua identidade política desde a eleição de 2018.
RESUMO: Durante sabatina do Grupo SIM, o senador e candidato à reeleição Fabiano Contarato (PT) respondeu às críticas de eleitores capixabas que dizem ter se arrependido de votar nele em 2018. Questionado sobre uma suposta mudança de posicionamento político após a eleição, Contarato afirmou que sempre teve uma trajetória transparente. O senador também defendeu sua atuação como delegado e disse que sua visão sobre segurança pública nunca esteve vinculada automaticamente à direita.
Senador rebate críticas sobre suposta mudança de postura política após 2018 e afirma que sua trajetória como delegado sempre esteve alinhada à defesa da lei e dos direitos.
O senador Fabiano Contarato (PT), candidato à reeleição pelo Espírito Santo, afirmou durante uma sabatina do Grupo SIM que não mudou seus valores ou sua identidade política desde a eleição de 2018. A declaração foi dada ao responder a uma pergunta sobre eleitores capixabas que dizem ter se decepcionado após votar nele, sob a justificativa de que o então candidato teria sido apresentado como delegado ligado à Lava Jato e à defesa de pautas de segurança pública, mas posteriormente teria adotado posições progressistas e ingressado no PT.
Contarato disse que sua trajetória sempre foi pública e que nunca tentou esconder suas convicções. Segundo o senador, durante a campanha de 2018, sua imagem esteve naturalmente associada à carreira policial porque era justamente a atividade pela qual era mais conhecido.
Ele afirmou que, como delegado, sempre procurou cumprir a legislação e defender medidas consideradas mais rigorosas no combate à criminalidade. Para sustentar o argumento, citou iniciativas legislativas relacionadas à segurança pública, ao trânsito, à corrupção, ao feminicídio, ao tráfico de drogas, às milícias, ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.
“Delegado não é sinônimo de direita”
Um dos principais pontos da resposta foi a contestação à associação automática entre a carreira policial e uma posição política conservadora.
Na avaliação de Contarato, interpretar sua trajetória como delegado como uma indicação de que ele necessariamente seria um parlamentar de direita é um equívoco.
“O policial tem que ser visto como garantidor de direitos e não como violador de direitos”, afirmou.
O senador também lembrou que, em 2018, foi eleito pelo então partido Rede Sustentabilidade, legenda que, segundo ele, estava posicionada no campo da esquerda e tinha Marina Silva como candidata à Presidência da República.
“Sou o mesmo que fui em 2018”
Ao rebater diretamente a acusação de que teria escondido seus posicionamentos para conquistar votos, Contarato declarou que mantém a consciência tranquila em relação à sua trajetória política.
O senador afirmou ainda que sua vida pessoal já era conhecida quando disputou a eleição de 2018 e que, desde aquela época, não teria feito qualquer esforço para ocultar sua identidade ou seus valores.
A resposta ocorre em meio à campanha pela renovação do mandato no Senado e diante da necessidade de Contarato reconquistar eleitores que questionam sua mudança partidária e sua atuação política ao longo dos últimos anos.
Para o candidato, entretanto, a mudança percebida por parte do eleitorado estaria mais relacionada à leitura que foi feita de sua imagem de delegado durante a primeira campanha do que a uma alteração em suas convicções.
Em sua defesa, Contarato sustenta que a passagem da carreira policial para a política partidária não representou uma ruptura com sua história, mas a continuidade de uma atuação que, segundo ele, sempre esteve baseada na defesa da lei e dos direitos.


























































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