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Professor Carlos Fabian diz que base do PT não teria aderido a apoio a Casagrande e defende voto em candidatura do PSOL.

  • há 7 minutos
  • 3 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Reprodução - O candidato afirmou que a direção executiva do PT tem dado espaço à sua candidatura e permitido sua participação em atividades do partido.




Resumo: Durante sabatina à TV SIM, o candidato ao Senado pelo PSOL, Professor Carlos Fabian, comentou a decisão da direção do PT no Espírito Santo de apoiar Fabiano Contarato e indicar o ex-governador Renato Casagrande como segundo voto para o Senado. Fabian afirmou que, apesar da orientação oficial, setores da base petista estariam mais próximos de sua candidatura. Ele também criticou o atual posicionamento político de Casagrande, dizendo que o ex-governador estaria mais alinhado ao empresariado do Estado. Para Fabian, a escolha de seu grupo é baseada em afinidade programática, e não em acordos eleitorais.




Candidato do PSOL afirma que setores petistas estariam mais alinhados ao seu projeto e critica aproximação de Renato Casagrande com o empresariado capixaba.



A estratégia da esquerda para a disputa ao Senado no Espírito Santo ganhou novos contornos após o candidato Professor Carlos Fabian, do PSOL, comentar a orientação oficial do PT para as eleições de 2026. Durante uma sabatina promovida pela TV SIM, o candidato afirmou que, embora a direção petista tenha indicado o senador Fabiano Contarato (PT) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB) como nomes para receber os votos da legenda, parte da militância do partido estaria demonstrando simpatia por sua candidatura.


Questionado sobre uma possível falta de reciprocidade entre PSOL e PT, Fabian evitou tratar a questão como uma simples troca de apoios eleitorais. Segundo ele, a aproximação de integrantes da base petista com sua candidatura ocorreria principalmente por uma identificação política e social.


O candidato afirmou que a direção executiva do PT tem dado espaço à sua candidatura e permitido sua participação em atividades do partido. Na avaliação dele, isso seria resultado da percepção de setores da militância de que seu projeto estaria mais ligado aos interesses dos trabalhadores.


Fabian também fez uma distinção clara entre sua proposta e a de Renato Casagrande. Embora tenha declarado respeito pelo legado do ex-governador, afirmou que Casagrande, atualmente, estaria mais próximo dos interesses do setor empresarial do que das demandas da classe trabalhadora.


“O ex-governador Renato Casagrande, ao qual eu respeito o legado, representa hoje muito mais o setor empresarial do Estado do que a classe trabalhadora”, afirmou durante a entrevista.

Para o candidato do PSOL, a decisão da direção petista de indicar Casagrande como segundo voto não necessariamente representa a posição de toda a militância. Fabian disse acreditar que a base do PT teria feito uma avaliação própria sobre os candidatos, separando a orientação oficial da escolha que pretende fazer nas urnas.



“Não é uma escolha pragmática”, afirma Fabian


Ao falar sobre a possibilidade de reciprocidade entre as legendas de esquerda, Fabian rejeitou a ideia de que seu grupo esteja construindo uma estratégia baseada exclusivamente em acordos eleitorais.


Segundo ele, o apoio defendido por seu grupo ao projeto de esquerda seria resultado de uma avaliação programática. Fabian citou, nesse contexto, a candidatura ao governo estadual apoiada por seu grupo e a atuação de Fabiano Contarato no Senado.


O candidato também aproveitou a sabatina para fazer críticas aos demais representantes do Espírito Santo no Senado. Sem citar nominalmente todos os parlamentares, afirmou que, em sua avaliação, Contarato teria apresentado uma atuação de maior destaque no Congresso.


Fabian chegou a classificar o senador como “o terceiro melhor senador do Brasil” e afirmou que os outros dois representantes capixabas não teriam apresentado, segundo sua avaliação, um legado político comparável.



Disputa pelo segundo voto


Com duas vagas ao Senado em disputa, a definição do chamado “segundo voto” pode ser decisiva para as alianças e para o desempenho dos candidatos.


Ao defender seu nome, Professor Fabian procura se apresentar como uma alternativa dentro do campo progressista, especialmente entre eleitores que se identificam com pautas ligadas aos trabalhadores e que não necessariamente pretendem seguir a orientação oficial das direções partidárias.


A fala também expõe uma diferença de posicionamento entre as direções partidárias e parte das bases, segundo a interpretação apresentada pelo próprio candidato durante a entrevista.

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