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Do campo capixaba para o mundo: exportação de gengibre cresce e chega a 50 países.


Por Addison Viana


Foto: Henrique Fajoli/Seag - O Espírito Santo encerrou 2025 com alta nas exportações de gengibre, alcançando 28,6 mil toneladas embarcadas


O gengibre produzido no Espírito Santo ganhou ainda mais espaço no mercado internacional. Em 2025, o Estado aumentou o volume exportado e consolidou o produto como referência de qualidade fora do Brasil. Os números reforçam a força do agro capixaba no cenário global.


O Espírito Santo encerrou 2025 com alta nas exportações de gengibre, alcançando 28,6 mil toneladas embarcadas, resultado obtido pelos produtores capixabas ao longo do ano e impulsionado pela expansão dos mercados internacionais, com envios realizados para 50 países, consolidando o Estado como um dos principais exportadores do produto no Brasil.


O volume registrado representa um crescimento de 8% em comparação a 2024, quando foram exportadas 26,4 mil toneladas. O avanço é atribuído à valorização do gengibre capixaba no exterior, reconhecido pela qualidade, padronização e boas práticas adotadas na produção.


Entre os principais destinos do gengibre produzido no Estado estão os Países Baixos, que lideram o ranking de compras, com movimentação de US$ 19,91 milhões. Na sequência aparecem os Estados Unidos, com US$ 11,68 milhões, e a Itália, que importou US$ 1,77 milhão do produto capixaba ao longo do ano.


Para a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), o desempenho positivo é resultado de um trabalho contínuo de fortalecimento da cadeia produtiva e de abertura de novos mercados. O secretário Enio Bergoli destacou que o crescimento reflete investimentos em tecnologia, organização do setor e qualificação dos produtores.


Segundo ele, a presença do gengibre capixaba em dezenas de países demonstra não apenas o aumento da produção, mas também o reconhecimento internacional da qualidade do produto cultivado no Estado. A atuação conjunta entre agricultores, cooperativas e poder público tem sido fundamental para ampliar a competitividade no mercado externo.


Com o resultado de 2025, o Espírito Santo reforça sua posição de destaque no agronegócio e amplia a visibilidade dos produtos capixabas no comércio internacional, abrindo caminho para novos mercados e oportunidades nos próximos anos.


Além da exportação: por que o gengibre capixaba é tão valorizado no mundo


O sucesso do gengibre capixaba no mercado internacional não se explica apenas pelo volume produzido, mas também pelos benefícios nutricionais e medicinais que tornam o produto cada vez mais procurado. Conhecido cientificamente como Zingiber officinale, o gengibre é considerado um alimento funcional, rico em compostos bioativos como o gingerol e os shogaóis, substâncias com forte ação antioxidante e anti-inflamatória.


Esses compostos são responsáveis por diversos efeitos positivos no organismo. Um dos usos mais conhecidos do gengibre está relacionado à melhora da digestão e ao alívio de náuseas, sendo frequentemente indicado para enjoos de viagem, desconfortos gastrointestinais, pós-operatórios e até para náuseas matinais durante a gravidez, sempre com orientação profissional.


Outro destaque é a sua ação anti-inflamatória, que auxilia na redução de dores musculares e articulares, sendo frequentemente associada ao alívio de sintomas de inflamações crônicas, como a osteoartrite. Além disso, o gengibre também contribui para o fortalecimento do sistema imunológico, ajudando o corpo a combater gripes, resfriados e infecções respiratórias.


O alimento também ganhou popularidade por sua função termogênica, que acelera o metabolismo e pode colaborar no processo de emagrecimento quando associado a uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis. Estudos ainda indicam benefícios no controle da glicemia em pessoas com diabetes tipo 2 e na redução do colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”, favorecendo a saúde cardiovascular.


Na culinária e no dia a dia, o gengibre pode ser consumido de diversas formas: fresco, ralado ou em fatias, em chás, sucos, vitaminas, saladas, sopas, temperos para carnes ou até em versões em pó e suplementos alimentares. Essa versatilidade amplia seu consumo tanto no Brasil quanto no exterior, agregando valor ao produto capixaba.


Apesar das inúmeras vantagens, especialistas alertam que o consumo deve ser moderado. Pessoas com hipertensão, problemas gástricos crônicos, como úlceras, ou que fazem uso de medicamentos anticoagulantes devem ter cautela e buscar orientação de um nutricionista ou profissional de saúde antes de incluir o gengibre de forma frequente na dieta.


A combinação entre qualidade agrícola, valor nutricional e reconhecimento científico ajuda a explicar por que o gengibre produzido no Espírito Santo ganhou espaço em mais de 50 países, consolidando-se como um produto que vai muito além do campo e chega à mesa com benefícios que atravessam fronteiras.

 
 
 

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