Em Anchieta, mães questionam atraso na entrega de voucher escolar e articulam manifestação.
- Addison Viana
- 24 de jan.
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Por Addison Viana

Mães e avós de alunos da rede municipal de ensino de Anchieta estão se mobilizando para uma possível manifestação marcada para a próxima segunda-feira, em frente à sede da Prefeitura. O protesto é motivado pelo atraso na entrega do voucher escolar destinado aos estudantes da rede pública do município.
O benefício, no valor de R$ 250 por aluno, é concedido anualmente pela Prefeitura de Anchieta e pode ser utilizado em papelarias credenciadas para a compra de material escolar. O valor também pode ser usado para a aquisição de uniformes. No entanto, de acordo com relatos das famílias, o voucher só deverá ser disponibilizado no fim do mês de março, quase dois meses após o início do ano letivo.
Segundo uma mãe, que preferiu não se identificar, nos anos anteriores o auxílio era liberado antes do começo das aulas. “Sempre entregaram com duas ou três semanas de antecedência. Neste ano, disseram que, por questões burocráticas, o voucher só ficará disponível no final de março”, relatou.
Ainda conforme a mãe, o atraso estaria relacionado a mudanças no formato do benefício. “Disseram que agora será feito por meio de cartão magnético e que precisam realizar uma licitação para contratar a empresa responsável. Antes era em forma de talão e nunca houve problema. Resolveram mudar e acabaram criando transtornos”, lamentou a mãe, que tem três filhos matriculados na rede municipal.
Diante da situação, familiares dos estudantes criaram um grupo para cobrar mais agilidade do Executivo Municipal na liberação do benefício. De acordo com outra mãe, que conversou com a reportagem do Café com Política ES, a manifestação prevista para a próxima segunda-feira é uma forma de pressionar o poder público por respostas e soluções.
Grupo relata alerta de vereador
A mobilização, no entanto, pode não se concretizar. Isso porque uma das integrantes do grupo afirmou ter recebido um alerta de um vereador do município. Segundo o relato, o parlamentar teria dito que, caso a mãe continuasse na articulação da mobilização, poderia sofrer prejuízos. Por receio de represálias, a mulher também preferiu não se identificar.
O Café com Política ES tentou contato com a mãe mencionada no alerta, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
A reportagem também entrou em contato com a secretária municipal de Educação, Shuanna Louzada, que informou que só irá se posicionar oficialmente após consultar a assessoria jurídica da pasta. Segundo ela, assim que houver um parecer, a Secretaria fará contato com a reportagem para se manifestar sobre o caso.

























































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