Helder Salomão abre mão de privilégios e diz: “Nem tudo que é legal é moral”.
há 10 horas
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Por Addison Viana

Foto: Reprodução - Helder, afirmou que abriu mão de benefícios previstos para parlamentares por considerar que algumas vantagens, embora legais, não estão de acordo com os princípios que defende.
RESUMO: O deputado federal e candidato ao Governo do Espírito Santo, Helder Salomão (PT), afirmou que abriu mão de benefícios disponíveis aos parlamentares por entender que nem tudo o que é permitido pela legislação é correto do ponto de vista moral. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele disse que optou por se aposentar como professor, profissão que exerce com orgulho. Salomão também afirmou nunca ter utilizado recursos da Câmara para reembolsar despesas com alimentação. Para o candidato, a honestidade deve prevalecer inclusive quando não há ninguém observando.
Helder Salomão diz ter recusado privilégios de deputado: “Nem tudo que é legal é moral”
O deputado federal e candidato ao Governo do Espírito Santo, Helder Salomão (PT), afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que abriu mão de benefícios previstos para parlamentares por considerar que algumas vantagens, embora legais, não estão de acordo com os princípios que defende. Entre as decisões citadas pelo candidato estão a renúncia à possibilidade de aposentadoria como deputado federal e a opção por não utilizar reembolsos da Câmara para despesas pessoais, como alimentação e atendimento médico.
Segundo Salomão, ele poderia se aposentar pelas regras destinadas aos deputados federais, mas decidiu não seguir esse caminho. A escolha, afirmou, é consequência de uma avaliação pessoal sobre o que considera justo.
“Nem tudo que é legal é moral”, declarou.
O candidato disse que, quando chegar o momento de se aposentar, pretende receber os benefícios correspondentes à carreira de professor, profissão da qual afirma ter orgulho.
Alimentação paga com o próprio salário
Durante a gravação, Salomão também abordou outro benefício disponível aos parlamentares: o ressarcimento de despesas relacionadas à alimentação.
De acordo com o candidato, apesar de a legislação permitir o reembolso em determinadas situações, ele nunca utilizou dinheiro da Câmara dos Deputados para essa finalidade.
“Eu pago a minha alimentação com o meu salário”, afirmou.
A mesma postura, segundo ele, é adotada em relação às despesas médicas. Salomão declarou que existem mecanismos legais que permitem o ressarcimento de determinados atendimentos realizados na rede privada, mas que optou por não utilizar esse tipo de benefício.
“Quando ninguém está vendo”
Ao explicar as razões para essas escolhas, o candidato atribuiu parte de sua postura aos ensinamentos recebidos dentro de casa.
Salomão afirmou ter aprendido com os pais que a verdadeira honestidade aparece justamente quando uma pessoa precisa tomar uma decisão sem estar sendo observada.
“Que a gente é honesto quando a gente faz o certo, quando ninguém está vendo”, disse.
A declaração foi utilizada pelo candidato para apresentar sua relação entre discurso e prática. Segundo ele, as decisões tomadas ao longo da vida pública precisam estar alinhadas aos valores que defende.
Aposentadoria como professor
Ao final da mensagem, Helder Salomão reforçou que pretende encerrar sua trajetória profissional com a aposentadoria vinculada ao magistério, e não ao mandato parlamentar.
A escolha é apresentada pelo candidato como uma forma de demonstrar que sua atuação política deve estar acompanhada de coerência pessoal.
“Eu trabalho de cabeça erguida porque sei que aquilo que defendo é o que eu pratico”, afirmou.
A declaração ocorre durante a corrida eleitoral de 2026, na qual Salomão disputa o Governo do Espírito Santo, e coloca a ética, a coerência e a recusa a privilégios como elementos centrais de seu discurso de campanha.


























































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