Caso Monique: “Muito perfeito”: Sem a confissão, corpo de Monique dificilmente seria encontrado, diz Polícia Civil.
24 de jul.
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Atualizado: 27 de jul.
Por Addison Viana

Foto: Polícia Civil - A perícia ficou impressionada com a forma como o piso foi reconstruído. Monique estava enterrada debaixo desse piso.
O desaparecimento de Monique Fernandes terminou da forma mais cruel. Após 24 dias de buscas, o companheiro da vítima confessou o assassinato e indicou o local onde havia enterrado o corpo dentro da própria casa, em São José do Calçado. A perícia ficou impressionada com a forma como o piso foi reconstruído, a ponto de afirmar que dificilmente encontraria o cadáver sem a confissão.
O desaparecimento de Monique Fernandes, de 33 anos, teve um desfecho trágico nesta sexta-feira (24), em São José do Calçado, no Sul do Espírito Santo. Após quase um mês sem notícias da vítima, o companheiro dela, Mário Almeida Pinto, confessou à Polícia Civil que a matou durante uma discussão e enterrou o corpo dentro do quarto da casa onde moravam. O crime, segundo o relato feito aos investigadores, teria ocorrido após uma sequência de brigas entre os dois.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil ao Café com Política ES, o corpo foi encontrado a aproximadamente um metro de profundidade, coberto por um cobertor e escondido sob um piso que havia sido reconstruído com grande precisão.
“Se ele não confessasse, não encontraríamos”
O detalhe que mais chamou a atenção dos peritos foi a forma como o local foi refeito. Segundo a polícia, Mário retirou peças de piso de um banheiro da casa e as utilizou no quarto para esconder a área onde o corpo foi enterrado.
A reconstrução foi tão cuidadosa que, visualmente, não havia indícios claros de que o chão havia sido mexido.
Os peritos relataram aos investigadores que, sem a confissão e a indicação exata do local, a descoberta do corpo seria extremamente difícil.
A avaliação inicial é de que apenas uma busca especializada, com o uso de cães farejadores, poderia levar à localização do cadáver.
Monique foi assassinado no quarto do casal e enterrada num quarto próximo ao banheiro
Após a confissão, Mário acompanhou as equipes policiais até o imóvel e mostrou o ponto onde havia enterrado Monique.
Com apoio de servidores da Prefeitura, os policiais iniciaram a escavação e confirmaram a presença do corpo.
Segundo a polícia, Monique estava deitada, esticada e envolvida em um cobertor. O corpo ainda estava relativamente preservado, embora já houvesse sinais avançados do tempo em que permaneceu enterrada.
A remoção exigiu que o piso fosse totalmente quebrado, já que a camada de terra acima do corpo era pequena e não permitia a retirada sem destruir a estrutura reconstruída.
Confissão foi feita na presença de advogado
A Polícia Civil informou ainda que Mário Almeida Pinto estava acompanhado de um advogado no momento em que confessou o crime.
Segundo os investigadores, ele aparentava estar bastante alterado emocionalmente e forneceu poucos detalhes sobre a dinâmica do homicídio.
O relato principal foi de que o casal vivia em constantes discussões e que, no dia do crime, Monique teria partido para cima dele com uma faca.
Mário afirmou que tentou se defender e acabou agredindo a companheira utilizando um banquinho de madeira que estava na casa.
Três golpes na cabeça
Ainda conforme o depoimento inicial, o suspeito disse ter atingido Monique com três pancadas na cabeça.
Ele indicou aos policiais qual teria sido o objeto utilizado na agressão, e o banquinho foi periciado pela polícia científica.
Os perítos agora trabalha para confirmar, por meio dos exames técnicos, se as lesões encontradas no corpo são compatíveis com a versão apresentada pelo suspeito.
Caso que mobilizou a cidade
Monique estava desaparecida desde o dia 30 de junho, e o caso mobilizou familiares, amigos e moradores de São José do Calçado.
Durante as semanas de buscas, surgiram suspeitas sobre movimentações na residência do casal, especialmente após relatos de vizinhos de que Mário havia iniciado pequenas obras no imóvel logo após o desaparecimento.
Agora, com a confissão e a localização do corpo, a investigação entra em uma nova fase, voltada para a reconstituição completa do crime e para a formalização da prisão do suspeito.
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Monique deixa uma filha de 14 anos e um filho de 12 anos, frutos de um relacionamento anterior.


























































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