Pazolini fica em silêncio sobre salários, concursos e futuro dos órgãos públicos do ES.
há 7 minutos
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Por Addison Viana

Foto: Representação - Lorenzo Pazolini (Republicanos) é cobrado pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos-ES) por não ter respondido às reivindicações apresentadas pela entidade.
RESUMO: O Sindipúblicos-ES afirma que Lorenzo Pazolini (Republicanos) não respondeu à carta com reivindicações dos servidores estaduais até o fim do prazo, em 19 de outubro. O documento reúne propostas sobre reajustes salariais, benefícios, concursos públicos, valorização profissional e saúde mental. Segundo o sindicato, Ricardo Ferraço (MDB) recebeu a diretoria da entidade e assinou o termo de adesão em 16 de outubro. A categoria também quer saber se órgãos estaduais, como Incaper, Iema, Idaf e Detran, serão mantidos como entidades públicas. A presidenta do sindicato, Renata Setúbal, mantém o convite aberto a Pazolini e defende que os servidores comparem as propostas dos candidatos antes da votação.
Sindicato cobra respostas antes da eleição
A poucos dias do segundo turno da eleição para o Governo do Espírito Santo, o candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos) é cobrado pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos-ES) por não ter respondido às reivindicações apresentadas pela entidade. Segundo o sindicato, o prazo para assinatura e devolução do termo de compromisso terminou no domingo (19 de outubro), sem manifestação do candidato ou de sua assessoria.
A Carta Compromisso com o Serviço Público Capixaba foi encaminhada aos candidatos em 14 de outubro e reúne propostas para o mandato de 2027 a 2030. O objetivo é obter compromissos relacionados à valorização dos servidores estaduais, às condições de trabalho e à manutenção da estrutura pública responsável pelos serviços oferecidos à população.
De acordo com o Sindipúblicos, representantes da entidade e integrantes da assessoria tentaram contato com Pazolini e sua equipe para apresentar as reivindicações e estabelecer um diálogo. Até a divulgação da cobrança, porém, não havia retorno.
Ferraço assinou o termo de compromisso
A postura atribuída a Pazolini contrasta com a de Ricardo Ferraço (MDB), segundo o sindicato. Na sexta-feira (16), o governador e candidato à reeleição recebeu a direção da entidade e assinou o termo de adesão à carta.
Com a assinatura, Ferraço assumiu o compromisso de implementar, caso seja eleito, as propostas dos quatro primeiros eixos do documento. A carta também solicita posicionamento por escrito sobre o futuro de órgãos estaduais e a recomposição dos respectivos quadros de servidores.
O Sindipúblicos recorda que o ex-governador Renato Casagrande também havia firmado compromisso semelhante durante a eleição anterior. Segundo a entidade, esse tipo de documento permite acompanhar as medidas prometidas e cobrar sua execução ao longo do mandato.
Reajustes, benefícios e concursos estão entre as reivindicações
A carta apresentada aos candidatos reúne uma série de demandas relacionadas à remuneração e às condições de trabalho dos servidores estaduais.
Entre as principais propostas estão a criação de uma Mesa Estadual de Negociação Permanente, com participação do governo e das entidades sindicais, e a garantia da revisão geral anual dos salários, com data-base definida em lei e recomposição de pelo menos a inflação acumulada.
O sindicato também reivindica a atualização do auxílio-alimentação e das diárias, além da criação de um auxílio-nutrição para aposentados. A revisão dos planos de cargos e carreiras e a realização regular de concursos públicos para recompor o quadro efetivo também fazem parte da pauta.
Outro ponto é a ampliação e o fortalecimento do teletrabalho e do regime híbrido, com regras transparentes e participação dos representantes dos servidores nas discussões sobre as condições de trabalho.
Sindicato quer saber se órgãos estaduais continuarão públicos
Um dos pontos mais sensíveis da carta trata do futuro de instituições como Ceturb-ES, Incaper, Iema, Idaf, IPAJM, DER e Detran.
O documento pede que os candidatos informem se pretendem manter esses órgãos como entidades públicas, sem extinção, fusão, privatização ou terceirização de suas atividades finalísticas.
A entidade também quer saber quais medidas seriam adotadas para recompor os quadros efetivos e reduzir a dependência de cargos comissionados e contratos temporários.
Segundo o Sindipúblicos, Pazolini não apresentou resposta a essas perguntas até o encerramento do prazo. A ausência de posicionamento, na avaliação do sindicato, deixa os servidores sem informações sobre as propostas do candidato para a estrutura do serviço público estadual.
Combate ao assédio e saúde mental também estão na pauta
Além das questões salariais e administrativas, o documento apresenta propostas para melhorar o ambiente de trabalho e proteger a saúde dos servidores.
Entre as medidas estão a criação e o fortalecimento de políticas de prevenção ao assédio moral e sexual, ao racismo e a outras formas de discriminação. A carta também prevê canais seguros e sigilosos para denúncias e proteção contra retaliações.
O sindicato defende ainda políticas de apoio a mães e pais de pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) ou doenças raras, além de iniciativas para identificar riscos à saúde mental e facilitar o acesso a atendimento psicológico.
As propostas buscam, segundo a entidade, assegurar melhores condições para os profissionais que atuam nos serviços públicos estaduais.
Presidenta faz apelo público a Pazolini
Em vídeo publicado nas redes sociais do Sindipúblicos, a presidenta da entidade, Renata Setúbal, voltou a convidar Pazolini a assinar o documento antes do segundo turno.
Na gravação, ela destaca que a carta reúne reivindicações que afetam diretamente a vida dos servidores e defende que a categoria compare as propostas apresentadas pelos candidatos.
Renata também ressalta a importância da eleição para os trabalhadores do serviço público estadual, já que o governador eleito será responsável pela condução das políticas relacionadas à categoria.
O sindicato afirma que continua disponível para receber o candidato e aguarda uma manifestação antes da votação, marcada para domingo (25 de outubro).

























































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