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“Ninguém vai me calar”: prefeito afastado volta a defender Ricardo Ferraço em novo vídeo.

há 4 horas
3 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Reprodução - Um dia após ser afastado do cargo o prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso (MDB), publicou um novo vídeo no qual voltou a defender a candidatura de Ricardo Ferraço (MDB).




RESUMO: O prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso (MDB), publicou um novo vídeo nesta terça-feira (20), um dia após ser afastado do cargo por determinação da Justiça Eleitoral. Na gravação, ele voltou a defender Ricardo Ferraço (MDB) e argumentou que a continuidade de obras estaduais é importante para a economia dos municípios. Lastênio afirmou que o afastamento seria uma tentativa de intimidar outros prefeitos e declarou que não será silenciado. A medida judicial ocorreu no âmbito da Operação 1932, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de coação eleitoral e possível uso da estrutura pública em benefício político. A investigação continua, e as suspeitas ainda não representam uma condenação.



Lastênio Cardoso afirma que o afastamento busca intimidar outros prefeitos e insiste que a vitória do candidato do MDB é importante para a continuidade de obras e serviços nos municípios capixabas.


Um dia após ser afastado do cargo por 30 dias por determinação da Justiça Eleitoral, o prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso (MDB), publicou um novo vídeo nas redes sociais nesta terça-feira, 20, no qual voltou a defender a candidatura de Ricardo Ferraço (MDB) ao Governo do Espírito Santo e afirmou que não será silenciado. O pronunciamento ocorre após a repercussão de uma gravação anterior, que motivou uma investigação da Polícia Federal por suspeita de coação eleitoral e possível uso da estrutura pública em benefício político.


Na nova manifestação, Lastênio contestou as críticas às suas declarações e argumentou que a continuidade de obras públicas é importante para a economia dos municípios. Segundo ele, a interrupção de investimentos estaduais poderia prejudicar a geração de empregos, a arrecadação municipal e o financiamento de serviços públicos.


O prefeito também afirmou que 75 prefeito do Estado apoiam Ferraço e questionou quais seriam as consequências para essas cidades caso o candidato não vença a disputa pelo governo estadual.



Prefeito volta a relacionar obras à disputa eleitoral


Durante o vídeo, Lastênio sustentou que a paralisação de obras poderia afetar diretamente o comércio e a administração dos municípios. Ele citou despesas com pessoal, transporte de estudantes do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e possíveis impactos em áreas como saúde e educação.


Na avaliação apresentada pelo prefeito, uma eventual redução de recursos exigiria cortes em outras despesas municipais. Ele também demonstrou preocupação com os efeitos econômicos de uma possível interrupção de investimentos estaduais, especialmente na Grande Vitória.


Ao pedir votos para Ferraço, Lastênio afirmou que os eleitores devem considerar os impactos econômicos e administrativos da escolha nas urnas. O prefeito também declarou que os gestores municipais têm responsabilidade com suas cidades e precisam defender aquilo que consideram importante para a população.



“O que fizeram contra mim” seria uma tentativa de intimidar prefeitos


Um dos trechos centrais do novo pronunciamento é aquele em que Lastênio interpreta o afastamento como uma tentativa de intimidar outros gestores municipais e impedir manifestações de apoio eleitoral.


“E aqui ninguém vai me calar”, declarou o prefeito, ao contestar as consequências do caso.

Em seguida, afirmou acreditar que a medida teria o objetivo de inibir outros prefeitos capixabas, mas garantiu que continuará se manifestando publicamente.


A declaração foi feita no contexto da investigação eleitoral que levou ao seu afastamento temporário. A decisão judicial também estabeleceu que ele não pode acessar as dependências da prefeitura durante o período determinado.


O prefeito, portanto, voltou a defender sua posição política mesmo diante das medidas judiciais adotadas no caso.

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