TRABALHAR MENOS, DESCANSAR MAIS: Fim da escala 6x1. LULA conquista vitória para os trabalhadores.
há 21 horas
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Por Addison Viana

Foto: Reprodução/TV Senado - A medida é uma das principais bandeiras do presidente na campanha pela reeleição.
RESUMO: O Senado aprovou, nesta quarta-feira (14), em dois turnos, o texto-base da PEC que prevê o fim da escala 6x1. A proposta estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução de salários. A jornada atual de 44 horas semanais deverá cair gradualmente para 40 horas. A aprovação representa um avanço para uma pauta defendida pelo presidente Lula e por movimentos de trabalhadores. A medida ainda depende dos procedimentos finais para entrar em vigor, conforme o processo de promulgação da emenda constitucional.
Texto-base aprovado em dois turnos prevê jornada semanal de 40 horas, dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários. A medida é uma das principais bandeiras do presidente na campanha pela reeleição.
Milhões de trabalhadores brasileiros poderão ter mais tempo para ficar com a família, cuidar da saúde, estudar e descansar. Essa é a perspectiva aberta pela aprovação, no Senado, do texto-base da proposta que busca acabar com a escala de trabalho 6x1, regime em que o profissional trabalha seis dias consecutivos para descansar apenas um.
A votação desta quarta-feira (14) terminou com um resultado expressivo: o texto-base foi aprovado nos dois turnos, com 75 votos favoráveis no primeiro. Apenas o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) votou contra nessa primeira etapa.
A medida representa uma conquista para os defensores da redução da jornada de trabalho e uma vitória política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que colocou o tema entre as prioridades de sua campanha à reeleição.
Mais do que uma disputa entre governo e oposição, a discussão trata de uma questão presente na vida de quem passa boa parte da semana trabalhando e tem pouco tempo para descansar.
O que muda para quem trabalha?
A proposta modifica a Constituição para reduzir o limite da jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado, preferencialmente com uma das folgas aos domingos.
O ponto central é que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial. A intenção é permitir que o trabalhador tenha mais tempo livre sem perder parte da renda que sustenta sua família.
A implementação será gradual. Dois meses após a promulgação, a jornada deverá cair para 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, chegará ao limite de 40 horas.
A mudança ainda exige os procedimentos finais para entrar em vigor. Portanto, a aprovação parlamentar representa um avanço importante, mas não significa que todos os trabalhadores passarão imediatamente a cumprir a nova jornada.
Lula defende que o trabalhador tenha mais qualidade de vida
O presidente Lula vem cobrando publicamente o avanço da proposta, argumentando que o trabalho não pode ocupar praticamente toda a vida de uma pessoa.
Durante a campanha, o presidente destacou a importância de garantir mais conforto e melhores condições de vida para os trabalhadores.
“O fim da escala 6x1 é para dar mais conforto para o povo trabalhador.”
A aprovação no Senado fortalece essa bandeira e mostra que a discussão sobre a jornada de trabalho conquistou espaço central no debate nacional.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também destacou a expectativa da população em relação à votação.
“Neste momento, milhões de trabalhadoras e trabalhadores acompanham esta sessão com esperança.”
A fala resume a expectativa de quem aguarda uma mudança na rotina de trabalho há anos.
Oposição muda de posição, mas debate continua
A aprovação também foi marcada por mudanças no posicionamento de adversários do governo. O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no segundo turno, anunciou que votaria favoravelmente à proposta, depois de ter feito críticas anteriores à iniciativa.
Na terça-feira (13), ele declarou:
“A maioria dos trabalhadores brasileiros querem o fim da 6x1, então vou votar a favor.”
Apesar do apoio na votação, a discussão política não terminou. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o partido pretende defender, em 2027, uma proposta alternativa de contratação, conhecida como PEC das Horas Trabalhadas, que permitiria outras modalidades de relação profissional e remuneração.
Essa proposta abre um novo debate sobre a flexibilidade dos contratos e a preservação das garantias trabalhistas. Por isso, além da aprovação atual, será importante acompanhar quais regras poderão ser defendidas no futuro e como elas afetariam os trabalhadores.
Uma conquista que vai além das eleições
A aprovação ocorre a 11 dias do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, e dá força a uma das principais bandeiras de Lula na disputa eleitoral.
Mas o alcance da medida vai além do resultado das urnas. Para quem trabalha seis dias por semana e dispõe de apenas um para resolver problemas pessoais, cuidar dos filhos ou simplesmente recuperar as energias, a discussão tem consequências concretas.
A redução da jornada não elimina os desafios para empresas e setores que precisarão reorganizar suas escalas. A implementação exigirá planejamento, diálogo e atenção às particularidades de cada atividade profissional.
Ainda assim, a votação abre caminho para uma mudança significativa na relação entre trabalho e qualidade de vida.
O avanço no Senado fortalece a perspectiva de que o trabalhador brasileiro possa ter mais tempo para viver, sem precisar abrir mão do salário. Para Lula, a aprovação representa também um resultado político relevante: uma pauta defendida pelo presidente ganhou o apoio necessário no Congresso para avançar em direção à mudança constitucional.

























































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