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Prefeito Cuíca pede cassação de Marvem Menezes após confusão em frente à sua casa.

há 5 horas
4 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Reprodução - A confusão citada no processo, teria ocorrido logo após os resultados das eleições, em comemoração à vitória de Pazolini nas disputa pelo governo, no primeiro turno.
Foto: Reprodução - A confusão citada no processo, teria ocorrido logo após os resultados das eleições, em comemoração à vitória de Pazolini nas disputa pelo governo, no primeiro turno.


RESUMO: O prefeito de São José do Calçado, Antônio Coimbra de Almeida, o Cuíca (PSB), protocolou uma denúncia contra o vereador Marvem Menezes Lins (Republicanos). A representação relata um episódio ocorrido em 4 de outubro de 2026, quando o parlamentar teria ido à residência do prefeito acompanhado de outras pessoas. Segundo o documento, houve ofensas pessoais e frases interpretadas como intimidatórias. O prefeito pede a instauração de um processo político-administrativo, que poderá resultar na cassação do mandato caso sejam cumpridos os requisitos legais. As acusações ainda precisam ser apuradas.




Representação protocolada na Câmara Municipal relata ofensas e frases consideradas intimidatórias após as eleições; prefeito pede abertura de processo político-administrativo contra vereador.



A disputa política em São José do Calçado ganhou um novo capítulo. O prefeito Antônio Coimbra de Almeida, conhecido como Cuíca (PSB), recorreu à Câmara Municipal para denunciar o vereador Marvem Menezes Lins (Republicanos) por suposta quebra de decoro parlamentar.


Protocolada na tarde de ontem, 14, a representação solicita o recebimento da denúncia e a abertura de um processo político-administrativo para apurar a conduta atribuída ao vereador.


O documento sustenta que o episódio relatado pelo prefeito ultrapassaria os limites de uma divergência política e poderia configurar comportamento incompatível com a dignidade do mandato parlamentar.


O pedido coloca o Legislativo municipal diante de uma situação que poderá ter consequências políticas para o vereador, caso a denúncia seja recebida e o processo resulte em uma decisão pela cassação.



O que teria acontecido em frente à casa do prefeito?


Segundo a representação, o episódio ocorreu no dia 4 de outubro, após o encerramento do primeiro turno das eleições. O documento afirma que Marvem Menezes teria se dirigido à residência do prefeito, acompanhado de familiares e de outras pessoas.


Na ocasião, Cuíca estaria em casa, preparando-se para sair, quando o grupo teria se concentrado na entrada do imóvel.


A denúncia relata que o vereador teria feito acusações contra o chefe do Executivo municipal, além de proferir ofensas pessoais e utilizar expressões que o prefeito considerou intimidatórias.


Entre os termos atribuídos ao parlamentar estão “moleque”, “vagabundo” e “ladrão”. A representação também menciona frases como “teria o troco”, “ficar de olho bem aberto” e “isso não ficaria assim”.


“MOLEQUE”, “VAGABUNDO” E “LADRÃO”. As expressões são atribuídas ao vereador na representação apresentada pelo prefeito à Câmara Municipal.

Assista a vídeo:



O documento afirma que as circunstâncias do episódio, incluindo a presença de outras pessoas diante da residência, precisam ser consideradas na avaliação da conduta denunciada.


É importante ressaltar que essas informações correspondem à versão apresentada pelo prefeito. A confirmação dos fatos depende da análise das provas e da manifestação do vereador.



Por que Cuíca pede a cassação do mandato?


Foto: Reprodução - Na avaliação apresentada pelo prefeito, o caso deve ser analisado levando em conta o contexto em que os fatos teriam ocorrido, as palavras atribuídas ao parlamentar e a presença de outras pessoas no local.



A representação se baseia no argumento de que o exercício do mandato parlamentar exige responsabilidade e respeito à dignidade da função pública, inclusive fora das dependências da Câmara.


O documento cita o artigo 7º, inciso III, do Decreto-Lei nº 201/1967, que prevê a possibilidade de cassação do mandato de vereador por conduta incompatível com a dignidade da Câmara ou por falta de decoro na conduta pública.


Na avaliação apresentada pelo prefeito, o caso deve ser analisado levando em conta o contexto em que os fatos teriam ocorrido, as palavras atribuídas ao parlamentar e a presença de outras pessoas no local.


A denúncia também argumenta que a situação teria ultrapassado o campo da crítica política e da fiscalização do Poder Executivo, atribuições legítimas dos vereadores.


A eventual cassação, entretanto, não é automática. A Câmara precisará observar os procedimentos legais aplicáveis, examinar os elementos apresentados e assegurar ao denunciado o direito de defesa.



Denúncia cita vídeos, fotografias e boletim de ocorrência


Para sustentar o pedido, Cuíca relacionou diferentes materiais que, segundo ele, podem ajudar a esclarecer o episódio.


Entre os elementos mencionados estão vídeos do ocorrido, fotografias, boletim de ocorrência e documentos de identificação. A representação também indica pessoas que poderiam contribuir para a apuração dos fatos.


O prefeito solicita que o material seja encaminhado à Presidência da Câmara e que a denúncia seja submetida aos procedimentos previstos na legislação e no Regimento Interno.


A existência desses registros, por si só, não comprova todas as alegações. Caberá à apuração verificar o conteúdo dos materiais, o contexto das declarações e as circunstâncias do episódio.



O que pode acontecer com o vereador?


O pedido apresentado por Cuíca busca dar início a um procedimento político-administrativo que poderá ter consequências para o mandato de Marvem Menezes.


A primeira etapa é a análise da representação pela Câmara Municipal, observando os requisitos legais e regimentais. Se o procedimento avançar, deverão ser respeitadas as garantias de defesa e as demais etapas previstas na legislação.


A cassação dependerá do andamento do processo e de uma decisão tomada conforme as regras aplicáveis. Portanto, o protocolo da denúncia não significa que o vereador já esteja condenado ou que perderá automaticamente o mandato.


O caso também poderá ganhar novos desdobramentos caso o parlamentar apresente sua versão dos fatos ou novos elementos sejam incorporados à apuração.


Procurado pela reportagem, o vereador Marvem Menezes disse que irá se pronunciar através de vídeo em suas redes sociais.


O espaço para manifestação é importante para que o leitor conheça os diferentes lados do caso e para que as alegações sejam examinadas com responsabilidade jornalística.


O Café com Política ES atualizará a reportagem caso haja manifestação do vereador ou novos desdobramentos oficiais.


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