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Câmeras que não piscam: reconhecimento facial leva Espírito Santo à marca de 600 prisões.


Por Addison Viana


Foto: Sesp/ES


O uso de tecnologia e inteligência vem mudando a forma de combater o crime no Espírito Santo. Integradas às forças de segurança, câmeras com reconhecimento facial atingiram a marca de 600 prisões desde a implantação do sistema. O resultado reforça a aposta do Estado em inovação para ampliar a proteção da população.


Tecnologia que gera resultados


O Espírito Santo alcançou, nesta terça-feira (13), um número simbólico no enfrentamento à criminalidade: 600 pessoas presas com o auxílio do sistema de reconhecimento facial. A tecnologia está conectada às câmeras de videomonitoramento espalhadas por pontos estratégicos e opera de forma integrada entre diferentes órgãos de segurança.


A prisão que marcou esse número aconteceu na Rodoviária de Vitória. O suspeito, que tinha mandado de prisão em aberto por roubo, foi identificado automaticamente ao circular pelo local e detido em uma ação conjunta envolvendo forças estaduais e a Guarda Municipal da capital.


Sistema em funcionamento contínuo


Desde que começou a operar, em junho de 2024, o reconhecimento facial já vinha acumulando resultados expressivos. Antes da ocorrência mais recente, o sistema contabilizava 599 prisões, demonstrando constância e eficiência no dia a dia do policiamento.


A proposta faz parte de uma estratégia mais ampla de segurança pública, que aposta na integração entre tecnologia, inteligência e atuação coordenada das forças policiais para localizar pessoas procuradas pela Justiça que circulavam livremente.


Investimento em inteligência e prevenção


Além das câmeras com reconhecimento facial, o Estado mantém uma ampla rede de monitoramento eletrônico. Atualmente, são dezenas de totens de segurança em funcionamento e mais de mil câmeras do chamado cerco inteligente, utilizadas para identificar veículos e apoiar ações preventivas.


Esse conjunto de ferramentas já contribuiu para a recuperação e apreensão de mais de 1,8 mil veículos nos últimos anos, além de reforçar a sensação de segurança em terminais, vias públicas e áreas de grande circulação.


Prisões por diversos tipos de crime


As capturas realizadas com apoio da tecnologia envolvem diferentes naturezas criminais. Entre os casos estão mandados relacionados a pensão alimentícia, tráfico de drogas, roubos, homicídios, furtos e crimes sexuais. A maior parte das prisões foi efetuada pela Polícia Militar, com apoio da inteligência da Secretaria de Segurança e das guardas municipais.


O uso dos totens de segurança também tem se mostrado relevante, com centenas de ocorrências registradas a partir de acionamentos diretos da população ou da iniciativa dos operadores do sistema.


Segurança como política de longo prazo


Os números reforçam a estratégia do Espírito Santo de tratar a segurança pública como uma política contínua, baseada em planejamento, tecnologia e integração institucional. A ampliação do monitoramento e o uso de ferramentas inteligentes têm sido apresentados pelo governo como um caminho para reduzir a criminalidade e aumentar a presença do Estado nos espaços públicos.


Com resultados acumulados e novas expansões previstas, o reconhecimento facial segue como uma das principais apostas para tornar as cidades capixabas mais seguras.

 
 
 

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