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O calor virou inimigo: veja como se proteger das ondas de calor que já ameaçam a saúde.


Por Addison Viana


O calor extremo deixou de ser apenas um incômodo do verão e passou a representar um risco real à saúde. Com temperaturas cada vez mais altas, especialistas alertam: pequenos cuidados diários podem evitar desde mal-estar até complicações graves.


Imagem Café IA


Quando o corpo entra em alerta


O organismo humano trabalha para manter a temperatura interna estável. Porém, em dias de calor intenso, esse equilíbrio fica comprometido. O resultado é um esforço excessivo do corpo, que pode desencadear desidratação, queda de pressão, exaustão térmica e até problemas cardíacos, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.


As ondas de calor, cada vez mais frequentes por causa das mudanças climáticas, exigem atenção redobrada dentro e fora de casa.


Crianças sentem primeiro — e mais rápido


O calor afeta todos, mas as crianças estão entre as mais vulneráveis. Elas perdem líquidos com mais facilidade e nem sempre percebem ou avisam quando precisam beber água. Em poucos minutos de exposição inadequada, podem surgir sinais como irritação, cansaço, febre, brotoejas e, em casos mais graves, insolação.


Bebês merecem cuidado especial: excesso de roupas e ambientes abafados favorecem o superaquecimento.


Hidratação: o cuidado que não pode esperar


Beber água só quando a sede aparece já é um sinal de alerta. Em períodos de calor intenso, a ingestão de líquidos deve ser constante ao longo do dia.


Boas opções para manter o corpo hidratado:


  • Água

  • Água de coco

  • Sucos naturais

  • Frutas ricas em líquido, como melancia, melão, laranja e abacaxi


Bebidas alcoólicas, excesso de café e alimentos muito gordurosos devem ser evitados, pois aumentam a perda de líquidos e dificultam a adaptação do corpo ao calor.


Sol forte exige proteção imediata


Entre 10h e 16h, a incidência solar é mais agressiva. Sempre que possível, o ideal é evitar a exposição direta.


Medidas essenciais:


  • Permanecer na sombra ou em locais cobertos

  • Usar roupas leves, claras e confortáveis

  • Proteger cabeça e olhos com chapéu, boné e óculos com proteção UV

  • Aplicar protetor solar com FPS 30 ou superior e reaplicar ao longo do dia


A exposição prolongada sem proteção pode causar queimaduras, envelhecimento precoce da pele e aumentar o risco de câncer de pele.


Exercício físico pede bom senso


Atividades intensas ao ar livre devem ser reduzidas nos horários mais quentes. Se a prática for necessária, prefira locais cobertos, bem ventilados ou climatizados. Pausas frequentes e hidratação antes, durante e depois do exercício são fundamentais.


Em escolas, o cuidado precisa ser ainda maior, adaptando a rotina ao clima do dia.


Ambientes frescos fazem diferença


Locais abafados aumentam o risco de mal-estar. Ambientes ventilados ou com climatização ajudam o corpo a manter a temperatura adequada.No carro, o alerta é absoluto: nunca deixe crianças sozinhas, mesmo com janelas abertas. A temperatura interna pode subir rapidamente e causar consequências graves.


Fique atento aos sinais do corpo


Alguns sintomas indicam que algo não vai bem e exigem atenção imediata:


  • Boca e olhos secos

  • Urina escura ou em pouca quantidade

  • Tontura, fraqueza ou desmaios

  • Dor de cabeça persistente

  • Cãibras musculares

  • Náuseas, vômitos ou sonolência excessiva

  • Pele quente e avermelhada


Diante desses sinais, é essencial buscar orientação médica.


Calor extremo pode matar


O calor excessivo sobrecarrega o coração, altera a circulação sanguínea e pode desencadear infartos, AVCs e quedas de pressão. Pessoas com hipertensão ou doenças cardíacas devem redobrar os cuidados e seguir sempre orientação médica.


Mais do que desconforto, o calor intenso é um risco que precisa ser levado a sério.

 
 
 

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