top of page

Novo partido ligado ao MBL começa a se movimentar no Espírito Santo e mira 2026.

Atualizado: há 2 dias


Redação Café


Recém-criado pelo MBL, o partido Missão ainda não tem diretório no Estado, mas já articula apoios, discursos e possíveis candidaturas.


Foto: Kamyla Passos/Ales - O nome do delegado da Polícia Civil Romualdo Gianordoli Neto passou a circular entre simpatizantes da sigla


A política capixaba começou o ano com um novo ator em fase de articulação. Criado a partir do Movimento Brasil Livre (MBL) e aprovado oficialmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro, o partido Missão já dá sinais de que pretende marcar presença no Espírito Santo, mesmo sem um diretório estadual formalizado até o momento.


Militantes e porta-vozes ligados ao MBL no Estado vêm usando redes sociais e eventos públicos para divulgar o projeto político da nova sigla e dialogar com lideranças locais da direita. Um dos episódios mais recentes ocorreu no domingo (11), quando uma integrante do movimento respondeu publicamente ao vereador da Serra, Pastor Dinho Souza (PL), após ele afirmar que o Missão teria perfil de centro. A troca de mensagens gerou repercussão entre apoiadores e críticos.


As articulações também avançam fora das redes. Em dezembro, durante um evento na Câmara de Vereadores de Vila Velha, representantes do Missão defenderam a união de grupos de direita e criticaram o que classificam como domínio da esquerda sobre a máquina pública. O encontro reuniu figuras conhecidas da política capixaba, incluindo parlamentares com pretensões eleitorais para 2026.


Um dos temas que o partido pretende priorizar é a segurança pública. Discursos recentes apontam que a pauta será central na atuação do Missão, tanto no debate político quanto na construção de candidaturas. Nesse contexto, o nome do delegado da Polícia Civil Romualdo Gianordoli Neto passou a circular entre simpatizantes da sigla.


Gianordoli participou de um evento do MBL no Espírito Santo, onde falou sobre crime organizado. Ex-subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado, ele deixou o cargo em dezembro e, desde então, tem feito publicações nas redes sociais relacionando sua exoneração a investigações que conduziu. As declarações, feitas sem apresentação de provas, ampliaram especulações sobre uma possível entrada do delegado na política.


No cenário nacional, o Missão tenta se posicionar como oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao mesmo tempo em que busca se diferenciar do bolsonarismo. A estratégia é ocupar um espaço próprio dentro do campo conservador, defendendo pautas como endurecimento na segurança pública e críticas ao uso de recursos públicos em determinadas manifestações culturais.


Apesar de aprovado por unanimidade no TSE, o processo de criação do partido foi marcado por controvérsias. Durante a fase de coleta de assinaturas, eleitores em alguns estados afirmaram ter sido incluídos sem conhecimento prévio. Em 2025, a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro determinou a impugnação de parte desses apoios e o envio do caso à Polícia Federal para apuração. O partido afirmou ter contratado terceiros para a coleta e declarou que afastou responsáveis pelas assinaturas questionadas.


Mesmo com os questionamentos, o Missão conseguiu registrar quase 600 mil assinaturas, número superior ao mínimo exigido pela legislação. Agora, com a sigla oficialmente criada, o desafio é estruturar diretórios estaduais, ampliar alianças e definir se nomes ligados ao movimento disputarão cargos já nas eleições de 2026.




Fonte: Século Diário

 
 
 

Comentários


Leia também:

bottom of page