STF impõe prisão domiciliar a major capixaba condenado por tentativa de golpe.
- Addison Viana
- 27 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Por Redação Café
Decisão do ministro Alexandre de Moraes inclui tornozeleira eletrônica e restrições rigorosas para evitar novas fugas.

Foto: Reprodução - Além da prisão domiciliar, Angelo Denicoli deverá utilizar tornozeleira eletrônica, entregar seus passaportes e está proibido de acessar redes sociais ou receber visitas.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar do major da reserva do Exército Angelo Martins Denicoli, morador de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. Condenado a 17 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado, o militar passa a cumprir a pena em casa, sob rigoroso monitoramento judicial.
A decisão foi cumprida em ação da Polícia Federal, que realizou diligências em diversos estados do país para executar ordens semelhantes contra outros condenados no mesmo processo. Ao todo, dez pessoas foram incluídas na lista de beneficiados com a prisão domiciliar, todos sob medidas cautelares severas.
De acordo com Moraes, a determinação busca evitar o risco de fuga, considerando episódios recentes envolvendo outros investigados no caso. O ministro citou situações em que réus deixaram o país ou romperam o uso de tornozeleira eletrônica, o que reforçou a necessidade de um controle mais rígido.
Além da prisão domiciliar, Angelo Denicoli deverá utilizar tornozeleira eletrônica, entregar seus passaportes e está proibido de acessar redes sociais ou receber visitas. A decisão também suspende registros e autorizações para posse de armas de fogo. O descumprimento de qualquer uma dessas regras poderá resultar na revogação imediata do benefício e na decretação de prisão preventiva em unidade prisional.
Segundo a Polícia Federal, as ordens judiciais estão sendo executadas nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das operações.
Atuação no núcleo de desinformação
Conforme apontado no julgamento do STF, o major da reserva integrava o chamado “Núcleo 4” da organização criminosa, responsável pela propagação de informações falsas contra o sistema eleitoral brasileiro. As investigações indicam que Denicoli manteve ligação direta com outros membros do grupo e atuou como intermediário entre eles e o influenciador argentino Fernando Cerimedo.
Foi a partir dessa articulação que surgiram materiais utilizados em transmissões ao vivo, realizadas em 2022, nas quais se divulgavam supostas fraudes nas urnas eletrônicas — narrativas posteriormente desmentidas e consideradas parte da estratégia golpista analisada pelo Supremo.
Fonte: A Gazeta

























































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