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Atendimento mais perto de casa: proposta quer levar centros de autismo ao norte e sul do ES.


Por Addison Viana


Iniciativa na Assembleia Legislativa busca descentralizar o cuidado e reduzir filas para pessoas com TEA no Espírito Santo.


Foto: Divulgação/Ales - Camila Valadão destaca que o acesso precoce às terapias pode trazer avanços significativos no desenvolvimento das pessoas com TEA


Garantir atendimento especializado mais próximo da população é o objetivo de uma proposta apresentada na Assembleia Legislativa do Espírito Santo. A deputada estadual Camila Valadão (PSOL) sugeriu ao Governo do Estado a criação de Centros Especializados em Transtorno do Espectro Autista (CETEA) nas regiões norte e sul capixabas, ampliando o acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento terapêutico.


A proposta surge diante da realidade revelada pelo Censo 2022 do IBGE, que aponta a existência de mais de 50 mil pessoas autistas no Espírito Santo. Atualmente, grande parte dos atendimentos especializados está concentrada na Grande Vitória, o que obriga muitas famílias a enfrentarem longos deslocamentos em busca de cuidados essenciais.


A Indicação nº 1399/2025 defende que a descentralização dos serviços é fundamental para tornar o atendimento mais justo e eficiente, seguindo os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Para a parlamentar, levar os CETEAs para outras regiões do Estado contribui para reduzir as filas de espera e garante que o diagnóstico e o tratamento aconteçam no tempo adequado.


Camila Valadão destaca que o acesso precoce às terapias pode trazer avanços significativos no desenvolvimento das pessoas com TEA, favorecendo a autonomia e a qualidade de vida no dia a dia. Segundo ela, a presença de unidades especializadas fora da Região Metropolitana é essencial para atender quem hoje enfrenta dificuldades para acessar o serviço.


Atualmente, o Espírito Santo conta com CETEAs em funcionamento nos municípios de Vila Velha e da Serra. Nessas unidades, pessoas autistas e suas famílias recebem acompanhamento multiprofissional, com atendimento realizado por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.


O crescimento da demanda por esse tipo de atendimento também aparece na área da educação. Dados do Censo Escolar mostram que, entre 2018 e 2023, o número de matrículas na educação especial no Estado saltou de cerca de 26 mil para quase 43 mil estudantes. O aumento reforça a necessidade de ampliar a rede de apoio, especialmente para crianças e adolescentes com TEA.


Para a deputada, a expansão dos CETEAs para o norte e o sul do Espírito Santo representa um passo importante para democratizar o acesso às terapias baseadas em evidências científicas e reduzir o impacto físico, emocional e financeiro que os deslocamentos longos impõem às famílias.

 
 
 

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