Cheiro estranho assusta moradores de Vila Velha e gera alerta em bairros próximos ao Porto.
- Addison Viana
- 5 de jan.
- 2 min de leitura
Por Redação Café
Odor intenso semelhante a gás tomou conta de regiões da cidade, causou mal-estar em moradores e levou autoridades a monitorarem a situação.

Foto: Divulgação - O odor foi resultado de uma operação específica envolvendo fertilizantes no Cais de Capuaba.
Moradores de diferentes bairros de Vila Velha viveram dias de apreensão após a propagação de um forte odor químico que se espalhou principalmente durante a noite e em períodos de vento mais intenso. O cheiro, descrito como semelhante ao de gás de cozinha, foi percebido com maior intensidade no bairro Paul, mas também chegou a outras localidades próximas ao Morro do Atalaia.
Relatos compartilhados nas redes sociais apontam que o problema persistiu por cerca de duas semanas, causando desconforto e episódios de mal-estar, especialmente em idosos e crianças. Houve também registros de incômodo em estabelecimentos comerciais, como academias, onde frequentadores precisaram interromper atividades devido à intensidade do odor no ambiente.
Segundo moradores, o cheiro parecia ter origem nos tanques instalados na região do morro. Preocupados, alguns chegaram a procurar a empresa responsável pela área para obter esclarecimentos, mas relataram dificuldade em receber retorno imediato.
Diante da repercussão, a Vports, concessionária responsável pelas operações portuárias, informou que o odor foi resultado de uma operação específica envolvendo fertilizantes no Cais de Capuaba. A empresa esclareceu que a carga é classificada como não perigosa e que todas as etapas seguem normas ambientais e de segurança exigidas pelos órgãos fiscalizadores. Ainda segundo a concessionária, medidas preventivas estão sendo adotadas para reduzir o desconforto à população.
A Prefeitura de Vila Velha, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, também se manifestou, informando que a empresa localizada na região possui licenciamento ambiental válido. De acordo com o órgão, apesar de alguns produtos não serem perigosos, eles podem gerar odores fortes em determinadas condições climáticas, como alta umidade e variações de temperatura — o que explicaria a maior intensidade do cheiro durante a madrugada.
O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) informou que, até o momento, não havia recebido denúncias formais sobre o caso, mas garantiu que enviará uma equipe técnica para verificar a situação no local. O órgão reforçou que, conforme os dados disponíveis, os tanques armazenam produtos considerados inodoros e que não há indícios de risco direto à saúde da população.
As autoridades seguem acompanhando o caso e afirmam que, caso seja constatado qualquer descumprimento das normas ambientais, as medidas legais cabíveis serão adotadas.
Fonte: ES360

























































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