Chuva não dá trégua no Espírito Santo e Defesa Civil acende alerta para deslizamentos e alagamentos.
- Addison Viana
- 6 de jan.
- 2 min de leitura
Por Addison Viana
Volumes elevados de chuva nas últimas 24 horas colocam dezenas de municípios capixabas em atenção máxima.

Imagem Café IA
As chuvas intensas que atingem o Espírito Santo nos primeiros dias de janeiro seguem provocando transtornos e mantendo autoridades em alerta. De acordo com boletim extraordinário da Defesa Civil Estadual, divulgado na manhã desta terça-feira (6), várias cidades registraram acumulados expressivos de chuva em apenas 24 horas, aumentando significativamente o risco de deslizamentos de terra, alagamentos e transbordamento de rios.
Entre os municípios com maior volume de chuva estão Alto Rio Novo, que ultrapassou a marca de 100 milímetros, além de Rio Novo do Sul, Vila Pavão, São Roque do Canaã, São Gabriel da Palha e Barra de São Francisco. Na Região Metropolitana, Guarapari e Vila Velha também aparecem na lista, reforçando o cenário de atenção em áreas urbanas e encostas.
Diante do solo encharcado e da previsão de continuidade das chuvas, a Defesa Civil mantém alertas de risco alto para movimentos de massa em cidades como Alfredo Chaves, Piúma, Guarapari e Anchieta. Outros municípios, como Cachoeiro de Itapemirim, Brejetuba, Serra, Linhares e Colatina, seguem com risco moderado, tanto para deslizamentos quanto para ocorrências hidrológicas, como enchentes e enxurradas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) também emitiu avisos de chuvas intensas e tempestades válidos para todo o Espírito Santo. Para esta terça-feira, a previsão indica até 80% de chance de chuva em todas as regiões, com volumes que podem chegar a 50 milímetros em pontos do Norte, Sul, Região Metropolitana e Caparaó. Já na quarta-feira (7), a chuva perde força, mas ainda deve ocorrer de forma isolada.
Os efeitos do mau tempo já foram sentidos em diversos municípios. Houve registros de destelhamentos de residências e prédios públicos, quedas de árvores, alagamentos de ruas e bairros, interdições de rodovias, deslizamentos de encostas e até rompimento de barragem. Em Colatina, os danos foram tão significativos que o município decretou Situação de Emergência.
Até o momento, 23 pessoas foram oficialmente contabilizadas como desalojadas em cidades como Barra de São Francisco, Marataízes, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim. Não há registro de feridos graves ou óbitos relacionados às chuvas, e não houve solicitação de ajuda humanitária ao Estado.
A Defesa Civil reforça o pedido para que moradores de áreas de risco fiquem atentos a sinais como rachaduras no solo, inclinação de árvores ou postes e aumento repentino do nível de rios e córregos. Em caso de emergência, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a Defesa Civil municipal.

























































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