Invasão na Rio Branco: Polícia desmonta quadrilha que aterrorizava restaurante com 14 furtos seguidos.
- Addison Viana
- 11 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Por Addison Viana
Após meses de investigação, a Polícia Civil prendeu dois responsáveis pela série de furtos que destruiu um restaurante em Vitória.

Foto: Sesp/ES - Stephanie da Hora Alvarenga, 31 anos, e Carlos Souza Dias, 34 anos, forma presos no início do mês.
O furto que virou assunto nas redes sociais e na imprensa capixaba — aquele em que um restaurante na Avenida Rio Branco foi completamente destruído por criminosos — finalmente teve desdobramentos concretos. A Polícia Civil apresentou os resultados da investigação e anunciou a prisão de dois suspeitos envolvidos diretamente no ataque. Um terceiro integrante está foragido, mas já identificado, e deve ter a prisão decretada nos próximos dias.
De acordo com o delegado Gabriel, que detalhou o caso, a operação foi complexa e envolveu equipes do DEIC, vídeo-monitoramento e dias de trabalho intenso. Os autores não eram furtadores ocasionais: tratava-se de um grupo experiente, com extensa ficha criminal, acostumado a ludibriar a polícia e a circular entre diferentes municípios da Grande Vitória.
O modus operandi: disfarces, nomes falsos e fuga constante
As investigações começaram no dia 17 de novembro, dois dias após o furto. Vídeos das câmeras do estabelecimento e do monitoramento urbano mostraram um dos envolvidos agindo naturalmente, sem tentar esconder o rosto — exceto por um detalhe: ele circulava pela região usando diferentes perucas para despistar os agentes.
Além disso, o grupo não tinha endereço fixo. Às vezes era visto em Vitória, outras em Vila Velha. Quando abordados pela polícia, forneciam nomes falsos — um deles chegou a dar o nome do próprio vizinho, gerando transtornos para o inocente.
“É um trabalho que exige muito esforço. A população acha que furto é simples de resolver, mas esses criminosos são especializados”, explicou o delegado.
Os presos e o foragido
A investigação identificou o casal responsável pelos furtos: Carlos Souza Dias, 34 anos, apontado como chefe do grupo, e sua companheira Stephanie da Hora Alvarenga, 31 anos, que já tinha mandado de prisão em aberto. Após dias de monitoramento, ambos foram localizados em terrenos baldios próximos à Leitão da Silva e ao Morro de São Benedito.
No dia 1º de dezembro, Stephanie foi presa. No dia 2, foi a vez de Carlos.

Foto: Sesp/ES - Derivaldo, 35 anos, um terceiro integrante, está foragido.
Durante o aprofundamento das investigações, a polícia descobriu um terceiro integrante: Derivaldo, 35 anos, que possui mandado de prisão preventiva por um furto semelhante ocorrido em uma clínica. Ele está foragido, e a Polícia Civil pede apoio da população via Disque-Denúncia 181.
Um quarto envolvido foi identificado, mas segundo a polícia, teria sido coagido e agredido para participar do crime, razão pela qual não está sendo tratado como líder da quadrilha.
Uma associação criminosa estruturada
Os delegados explicaram que o grupo funcionava de forma hierárquica, explorando pessoas em situação de vulnerabilidade e usando moradores de rua como mão de obra para os furtos. Parte do material roubado era repassado para ferro-velhos, que também estão sendo investigados por receptação.
Outro ponto levantado pela Polícia Civil é sobre a reincidência: apesar de presos em flagrante em algumas situações, como não havia ameaça direta às vítimas, muitos eram libertados nas audiências de custódia — situação que, segundo os investigadores, limita o combate aos furtos repetidos.
14 furtos: uma rotina de prejuízo
O restaurante invadido já tinha sido alvo do grupo 14 vezes. A Polícia Civil destacou que, embora furtos sejam crimes sem violência, o impacto financeiro e emocional para os comerciantes é enorme. “Não é só sobre o objeto furtado. É sobre o desgaste de ser vítima repetidas vezes”, reforçou o delegado Gabriel.
A polícia acredita que, com as prisões, o número de furtos na região deve diminuir.

























































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