“Não cometi crime algum”: Gilvan reage a processo e diz sofrer perseguição política no ES.
há 4 horas
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Por Addison Viana

Foto: Reprodução/Arte Café IA - O deputado federal Gilvan da Federal (PL) usou as redes sociais para se manifestar sobre o processo eleitoral que ameaça sua candidatura.
RESUMO: O deputado federal Gilvan da Federal (PL) publicou um vídeo nas redes sociais para comentar o processo que pode impedir sua candidatura à reeleição. Na gravação, ele afirma que não cometeu crime e contesta a condenação relacionada ao episódio envolvendo a então vereadora Camila Valadão. Gilvan também critica o tratamento dado, segundo ele, a políticos de direita e sustenta que uma decisão liminar reconheceu haver dúvidas jurídicas no caso. Ao final, pede apoio dos eleitores para continuar na disputa.
Deputado afirma estar com a consciência tranquila, questiona condenação por violência política de gênero e pede “voto de confiança” para disputar a reeleição.
O deputado federal Gilvan da Federal (PL) usou as redes sociais para se manifestar sobre o processo eleitoral que ameaça sua candidatura à reeleição nas Eleições 2026. No vídeo, publicado após a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) que indeferiu seu registro, o parlamentar afirmou que não praticou crime e classificou como injusta a situação que enfrenta no âmbito da Justiça Eleitoral.
Gilvan iniciou a gravação dizendo estar com a “consciência tranquila” e passou a questionar o tratamento dado pela Justiça a políticos de diferentes espectros ideológicos. Segundo ele, integrantes da direita estariam sendo submetidos a decisões diferentes das aplicadas a políticos de esquerda.
Na sequência, o deputado citou outros nomes da política nacional para sustentar sua crítica e afirmou que pessoas que já foram alvo de processos e condenações continuam podendo disputar eleições. A declaração foi usada por Gilvan para defender a tese de que haveria dois pesos e duas medidas no cenário político brasileiro.
Deputado cita decisão do TSE
Um dos principais pontos abordados por Gilvan no vídeo foi a decisão que, segundo ele, reconheceu a existência de dúvidas jurídicas relacionadas ao processo.
O parlamentar mencionou uma liminar concedida anteriormente pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, e destacou trechos da decisão que apontariam, em sua interpretação, questionamentos sobre o enquadramento da conduta atribuída a ele como violência política de gênero.
Gilvan chamou atenção especialmente para a expressão “cala a boca”, que aparece entre os elementos considerados no processo.
“Eu fui condenado simplesmente porque eu mandei alguém calar a boca”, afirmou o deputado durante a gravação.
Ele também questionou o fato de sua condenação produzir efeitos sobre sua situação eleitoral enquanto, segundo sua avaliação, políticos envolvidos em casos de corrupção continuam disputando eleições.
Caso envolve Camila Valadão
A condenação mencionada por Gilvan está relacionada a episódios ocorridos em dezembro de 2021, quando ele e Camila Valadão (PSOL) eram vereadores de Vitória
Segundo as decisões da Justiça Eleitoral citadas no caso, Gilvan foi condenado por violência política de gênero após uma sequência de acontecimentos durante uma sessão da Câmara Municipal de Vitória. Entre os fatos analisados está o momento em que o então vereador mandou Camila “calar a boca”.
O episódio provocou uma discussão e contribuiu para o encerramento antecipado da sessão. Conforme consta no processo, a vereadora pretendia apresentar reivindicações de professores no plenário.
A acusação também apontou que, depois do encerramento dos trabalhos, Gilvan teria seguido Camila pelas dependências da Câmara, sendo impedido de alcançá-la por servidores e outros parlamentares.
Disputa pela candidatura continua
A situação eleitoral do deputado passou por diferentes decisões ao longo do processo.
Após ser condenado pela Justiça Eleitoral de primeira instância, Gilvan recorreu ao TRE-ES, que manteve a condenação. Posteriormente, o caso chegou ao Tribunal Superior Eleitoral.
Em julho, uma liminar concedida pelo presidente do TSE permitiu temporariamente que o parlamentar participasse das etapas necessárias para disputar as eleições. Entretanto, em agosto, uma nova decisão revogou essa autorização, fazendo com que Gilvan voltasse à condição de inelegível.
No vídeo publicado nas redes sociais, o deputado afirma que continua lutando judicialmente para garantir sua participação no pleito.
“Voto de confiança”
Ao final da gravação, Gilvan afirmou que considera estar sendo alvo de uma perseguição política no Espírito Santo. O deputado também declarou acreditar que poderá alcançar uma votação histórica no estado.
“Eu não cometi crime algum”, reforçou o parlamentar.
Na sequência, pediu aos eleitores não apenas o voto, mas também aquilo que chamou de “voto de confiança” para continuar sua trajetória política.
Gilvan encerrou o vídeo convocando seus apoiadores para a campanha e reafirmando seu posicionamento político, além de declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência.
As declarações apresentadas no vídeo representam a posição do deputado sobre o processo. A disputa judicial sobre sua situação eleitoral segue em andamento no TSE.

























































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