OPINIÃO: Pazolini na frente: o recado das ruas e a sede por renovação no Espírito Santo.
- Addison Viana
- 9 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
OPINIÃO DO CAFÉ: A recente pesquisa divulgada pela Paraná Pesquisas trouxe uma mensagem clara do eleitorado capixaba: há um desejo crescente de mudança, de novas lideranças e de novos rumos para o Espírito Santo. Mesmo sem lançar oficialmente sua pré-campanha, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, aparece na dianteira da corrida ao Palácio Anchieta com 26,1% das intenções de voto. Um resultado expressivo que não pode ser minimizado.

A surpresa não é só a liderança numérica, mas o fato de que Pazolini atinge esse patamar mesmo com uma atuação ainda concentrada em Vitória e em algumas incursões pontuais pelo interior. Isso demonstra força política orgânica e uma conexão direta com o sentimento popular — algo que muitos políticos com estruturas robustas e palanques amplos têm dificuldade de alcançar.
Do outro lado, Ricardo Ferraço, atual vice-governador e nome apoiado pelo grupo governista, aparece com 21,7%, tecnicamente empatado, mas ainda assim atrás. Ferraço tem à sua disposição a “máquina” do Estado, visibilidade institucional e o respaldo do governador Renato Casagrande. Mesmo assim, parece encontrar limites para crescer. E isso se dá, talvez, porque seu nome carrega o peso de uma política já conhecida, mais tradicional, que pode não empolgar um eleitorado cada vez mais inquieto por inovação e proximidade.
Pazolini, por sua vez, representa justamente o contrário: a imagem de alguém que está nas ruas, que fala uma linguagem direta, que representa um estilo mais moderno de gestão e que, apesar do discurso firme, tem evitado os extremos. Seu desempenho reforça a ideia de que a população capixaba está disposta a apostar em alguém novo no cenário estadual — alguém que não seja só mais uma peça dentro do sistema já estabelecido.
Outro ponto que merece atenção é a taxa de rejeição. Com apenas 11%, Pazolini tem uma margem larga para crescer quando a campanha realmente começar. Já Ferraço, que hoje disputa o mesmo eleitorado de centro e centro-direita, pode encontrar dificuldades para avançar muito além do que já conquistou.
O recado da pesquisa é evidente: o Espírito Santo está sinalizando uma vontade de virar a página. E Pazolini, mesmo antes de entrar com força total no jogo, já aparece como favorito. Isso não é apenas reflexo de bons números, mas de um fenômeno mais profundo — um desejo de renovação real na forma de fazer política. A eleição está longe, mas a largada foi dada. E, por ora, quem parece ter mais combustível para ir longe é o prefeito da capital.

























































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