Virada no jogo: ex-homem de confiança de Ricardo Ferraço migra para o grupo de Pazolini
- Addison Viana
- 6 de jan.
- 2 min de leitura
Por Addison Viana
Ex-assessor especial do governo afirma que decisão foi técnica, sem motivação pessoal, e destaca respeito por Ricardo Ferraço.

Foto: Divulgação
A movimentação de Oziel dos Santos Andrade nos bastidores da política capixaba ganhou novos contornos nesta semana. Após deixar o governo do Estado, onde atuava como assessor especial indicado pelo vice-governador Ricardo Ferraço, Oziel confirmou sua chegada ao grupo político ligado ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, por meio de uma colaboração com o Republicanos — partido que hoje abriga o projeto político do chefe do Executivo da capital.
Ao Café com Política ES, Oziel esclareceu que seu desligamento do governo ocorreu no mês passado e não teve relação direta com a posterior aproximação ao Republicanos. Segundo ele, a saída foi um movimento profissional, com o objetivo de retornar ao mercado de consultoria política, área na qual construiu parte significativa de sua trajetória e teve atuação ativa nas últimas eleições.
“Vale ressaltar que eu não saí do governo para ir para o Republicanos. Eu saí do governo e me coloquei no mercado. Esse convite veio bem depois”, destacou.
O ingresso no Republicanos aconteceu após convite do presidente estadual da sigla, Erick Musso, com quem Oziel mantém uma relação de longa data desde o período em que ambos atuaram na Assembleia Legislativa do Espírito Santo. A partir desse movimento, ele passa a colaborar com um campo político que se organiza em torno de Pazolini, principal adversário do grupo liderado por Ricardo Ferraço na disputa pelo Palácio Anchieta.
Oziel também fez questão de afastar qualquer interpretação de conflito pessoal ou ruptura política. “Minha saída do governo e meu ingresso no projeto do Republicanos não têm qualquer motivação pessoal. Não ocupo cargo eletivo; minha atuação é técnica e profissional”, afirmou.
Sobre a relação com o vice-governador, o tom é de preservação e respeito. “Ricardo é um amigo, por quem tenho enorme respeito e carinho. Como ocorre em qualquer área, quando um profissional está no mercado, ele avalia projetos, desafios e propostas. Foi exatamente isso que aconteceu, de forma natural e transparente”, completou.
Nos bastidores, a saída de Oziel é considerada politicamente relevante. Ele era visto como um quadro com amplo trânsito entre lideranças partidárias e agentes políticos, especialmente em um momento de intensificação das articulações de Ricardo Ferraço para viabilizar sua pré-candidatura ao governo do Estado. A posterior ida para um grupo adversário reforça a percepção de que o cenário eleitoral de 2026 já provoca reposicionamentos estratégicos.
Para o entorno de Pazolini, a chegada de um profissional experiente, com passagens pelo Executivo e pelo Legislativo e histórico de atuação nos bastidores da política capixaba, é interpretada como um reforço importante. Já para o grupo de Ricardo Ferraço, o episódio acende um sinal de alerta sobre a necessidade de manter unidade e estabilidade em meio à antecipação da disputa sucessória.
Mesmo diante das leituras políticas, Oziel sustenta que seguirá atuando com diálogo, transparência e responsabilidade, mantendo o foco em projetos que considere positivos para o Espírito Santo — agora, a partir de um novo espaço político e profissional.

























































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