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Votação quente na Ales: criação de 63 cargos na Saúde divide deputados e levanta suspeitas eleitorais.


Por Redação Café


Projeto aprovado às vésperas do ano eleitoral reacende debate sobre gastos públicos, concurso e uso político da máquina.


Foto: Divulgação - Os novos cargos, denominados Supervisor I, terão remuneração de cerca de R$ 2,4 mil, o que representa um impacto mensal estimado em R$ 152 mil aos cofres públicos.


A aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 32/2025, que cria 63 cargos comissionados na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), movimentou intensamente os debates na Assembleia Legislativa do Espírito Santo nesta segunda-feira (15). A proposta passou com 16 votos favoráveis, nove contrários e uma abstenção, mas não sem críticas contundentes de parte dos deputados.


Os novos cargos, denominados Supervisor I, terão remuneração de cerca de R$ 2,4 mil, o que representa um impacto mensal estimado em R$ 152 mil aos cofres públicos. A iniciativa partiu do governo estadual, liderado por Renato Casagrande (PSB), que argumenta necessidade administrativa diante do crescimento das demandas na área da saúde.


Debate político e clima eleitoral


O principal ponto de tensão foi o momento da votação, às vésperas de um ano eleitoral, e o fato de o secretário estadual de Saúde, Tyago Hoffmann (PSB), ser pré-candidato a deputado federal. Para parlamentares contrários, a criação dos cargos pode abrir margem para uso político da estrutura administrativa.


Deputados como Lucas Polese (PL) e Sérgio Meneguelli (Republicanos) questionaram a urgência do projeto e afirmaram que não houve tempo suficiente para discutir a real necessidade das vagas. Também levantaram dúvidas sobre o pedido partir de um secretário que deverá se afastar do cargo para disputar as eleições de 2026.


Já Callegari (DC) e Coronel Welliton (PRD) destacaram a desconfiança em aprovar um aumento significativo de cargos comissionados em um período sensível do calendário político.


Divergência até entre críticos


Mesmo entre os parlamentares que criticaram o projeto, houve divergências. A deputada Camila Valadão (Psol) reconheceu que a Sesa enfrenta uma defasagem histórica de pessoal, mas defendeu que a solução deveria ser a realização de concurso público, e não a ampliação de cargos comissionados.


Curiosamente, o deputado José Esmeraldo (PDT), que votou a favor da proposta, fez críticas ao volume de cargos, classificando como excessiva a solicitação feita pela Secretaria de Saúde.


Defesa do governo e aliados


Deputados da base governista saíram em defesa do projeto. Mazinho dos Anjos (PSDB) e Vandinho Leite (PSDB) afirmaram que os 63 cargos não representam aumento real no número de servidores, pois muitos já atuam na secretaria como contratados temporários (DTs) e não podem mais ser reconduzidos nessa modalidade.


A deputada Janete de Sá (PSB) reforçou que, se o governo encaminhou a proposta, é porque existe uma demanda concreta dentro da estrutura da Sesa.


Justificativa oficial


No texto do projeto, o Executivo argumenta que a criação dos cargos busca fortalecer a capacidade de gestão, atender à crescente demanda por serviços de saúde e melhorar áreas estratégicas como planejamento, fiscalização de contratos, apoio às unidades regionais, análise de dados, transparência e comunicação institucional.


Segundo o documento, a falta de uma estrutura adequada vem comprometendo a eficiência e a qualidade das políticas públicas de saúde em diferentes níveis de atendimento.




Fonte: Século Diário

 
 
 

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